sábado, 14 de setembro de 2013
sexta-feira, 6 de setembro de 2013
quinta-feira, 5 de setembro de 2013
terça-feira, 3 de setembro de 2013
Notas sobre a Tradução de Jo. 1,1
“No principio era o Verbo, e o verbo era um deus…” João 1:1 – Versão Novo Mundo
A leitura das Testemunhas de Jeová às escrituras é cheia de pressupostos, tendo como paradigma as interpretações “trazidas à tona” por Charles Russel (Fundador da seita).
Uma leitura correta das escrituras sem pressupostos é quase que impossível, e alguns destes (pressupostos, tais como inerrância, infalibilidade das escrituras e etc) são imprescindíveis à fé cristã. O que nos resta é averiguar se nossos pressupostos encontram evidências na fonte de nossa fé, as escrituras; que por sua vez é o relato histórico de Deus em meio ao seu povo. O grande problema é quando nossa leitura é em busca de ‘algo’ para evidenciar o nosso pensamento, o que acaba sendo uma eisegese (imposição de um significado ao texto), em contraposição à verdadeira leitura que é exegética a busca de significado no texto.
Notas sobre o trabalho de tradução
A tradução de um texto já em si um exercício de interpretação. Ao trabalharmos com o grego ou com a língua hebraica, antes de qualquer procedimento exegético (o que em si já é um procedimento exegético), devemos traduzir o texto que estamos a analisar. O resultado deste ato é a primeira objetivação de nosso esforço em compreender o texto. Nenhuma tradução substitui o original, mas, quando se traduz, já se fazem opções por interpretações, que podem é claro (traduções), serem modificadas ao longo do trabalho. Comparar à nossa versão com as traduções já existentes pode e é útil para verificarmos a reta compreensão do original, ou como auxílio para evidenciar e superar eventuais impasses.
Há dois tipos de tradução, a saber:
- Formal ou literal
- Funcional ou dinâmica
Compreendendo a problemática de base: qualquer tradução deve contemplar dois elementos, o significado da frase e sua forma (ou expressão lingüística). A tradução formal preocupa-se em respeitar a forma lingüística original, tudo isto sem deixar de ser compreensível à língua receptora, o resultado é uma tradução pesada e cheia de redundâncias. Um exemplo curioso é este abaixo de 1a Samuel 25:22:
ויאמר שׁמואל החפץ ליהוה בעלות וזבחים כשׁמע בקול יהוה הנה שׁמע מזבח טוב להקשׁיב מחלב אילים׃
A tradução literal seria a seguinte:
“Assim faça Deus aos inimigos de Davi e assim continue, se eu deixar, de tudo o que é dele, até amanhã, UM ‘MIJADOR’ DE MURO”.
Risos à parte, e descontando o silogismo, o problema reside exatamente na expressão: כשׁמע בקול literalmente “mijador de muro”, trata-se de um eufemismo hebraico para “varão, macho”, seja ele homem ou um cão. A opção por traduzir-se por varão é uma adaptatividade à nossa língua e cultura. Exemplos assim se perpetuam por toda a escritura, exigindo do tradutor não somente um conhecimento da língua, mas também de todo o contexto sócio-vivencial.
Por sua vez a tradução funcional visa superar as dificuldades que o leitor hodierno tem em compreender as sagradas escrituras, já que em sua grande maioria os receptores do texto não dispõem de todo este aparato critico. Para eliminar as tensões, modificam-se as estruturas frasais, utilizam-se palavras mais simples e articula idéias de forma a tornar o texto imediatamente ‘compreensível’, o que com isso muitas das vezes rouba-se à significância e impacto original que teve aquelas palavras. Um exemplo deste tipo de tradução é a Bíblia na linguagem de hoje.
Estabelecida estas distinções assim o melhor a fazer é ler o texto original e compará-lo as demais traduções. Dentro da história da igreja, os monofisitas e os russelitas optam pela tradução de João 1:1 como “um deus” .
Entrando em contato com o texto original (Uma síntese exegética)
João 1:1 εν αρχη ην ο λογος και ο λογος ην προς
Em Principio era a Palavra e a palavra era com
τον θεον και θεος ην ο λογος.
o Deus e Deus era a palavra.
Material usado no texto:
| Εν | No | preposição, rege dativo | - | em, no |
| Αρχη | Princípio | substantivo dativo sing. feminino | - | princípio |
| Ην | Era | verbo 3a pessoa sing. imperf. ind. | - | sou |
| Ο | O | artigo nominativo sing. m. | - | o, a, o |
| Λογος | Verbo | substantivo nominativo sing. m. | - | palavra |
| Και | E | conjunção | - | e |
| Ο | O | artigo nominativo sing. m. | - | o, a, o |
| Λογος | Verbo | substantivo nominativo sing. m. | - | palavra |
| Ην | Estava | verbo 3a pessoa sing. imperf. | - | sou |
| προς | Com | preposição, rege acusativo | - | com |
| τον | 0 | artigo acusativo sing. m. | - | o, a, o |
| θεον | Deus | substantivo acusativo sing. m. | - | Deus |
| και | e* | conjunção | - | e |
| θεος | Deus | substantivo nominativo sing. m. | - | Deus |
| ην | Era | verbo 3a pessoa sing. imperf. ind. | - | sou |
| ο | O | artigo nominativo sing. m. | - | o, a, o |
| λογος | Verbo | substantivo nominativo sing. m. | - | palavra |
No versículo acima de João 1:1 – θεος ην ο λογος – (Theós hen ho logos) a ausência do artigo definido mostra que θεος é predicativo (cf. 4:24 – πνευμα ο θεος και τους προσκυνουντας αυτον εν πνευματι και αληθεια δει προσκυνειν [Pneuma ho Theós, kai tous proskynountas auton en pneumati kai aletheia dei proskynein] ). Este predicativo precede o verbo para dar ênfase, indicando progresso no pensamento = ο λογος não só estava com Deus, mas era Deus ( Meyer e Luthard). Só ο λογος (ho logos) pode ser o sujeito, pois na introdução toda, a questão não é, quem é Deus, mas quem é o λογος.(Logos) (Godet)
“Wescott: O predicado está, de um modo enfático, em primeiro lugar. Necessariamente está sem o artigo visto que descreve a natureza do λογος (logos) e não identifica a sua pessoa. Seria puro sabelianismo dizer: ‘o λογος (logos) era o θεος’ (Theós). Assim temos no verso 1º estabelecido o λογος (logos) em seu absoluto eterno ser:
- Sua existência: além do tempo;
- Sua existência pessoal: em comunhão ativa com Deus;
- Sua natureza: Deus em essência”.
Marcus Dods, em seu Expositor’s greek New Testament, in loco: ” O λογος (logos) se distingue de Deus, contudo, θεος ην ο λογος – (Theós hen ho logos) o logos era Deus, quanto a sua natureza divina, não é ‘um deus’, o que ao ouvido de um judeu teria sido abominável, nem ainda idêntico a tudo o que pode ser chamado Deus, porque então, o artigo teria sido inserido (cf. João 3:4)”
θεος ην ο λογος – (Theós hen ho logos) a ausência do artigo definido mostra que θεος (Theós) é predicativo. ην (hen) verbos copulativos (predicativos ou de ligação) — Alguns verbos não têm (ou perdem, em certos contextos) umas significações definidas, no sentido de que não exprimem ações ou processos susceptíveis de serem atribuídos a algo.
Tais verbos contêm uma significação puramente gramatical. Limita-se a transmitir a idéia de que nos estamos a referir a um estado permanente (ser), um estado transitório (estar), permanência de estado (continuar), aparência de estado (parecer), mudança de estado (ficar, vir) e outras semelhantes. No caso do texto de João 1:1 exprime um ‘estado permanente’ já que João quer mostrar em seu texto a co-eternidade do Verbo com Deus Pai, atribuindo também a criação a Jesus o verbo de Deus.
Desse modo, estes verbos necessitam de um complemento especial – θεος – (Theós) que atribua ao predicado um verdadeiro sentido, que permite exprimir efetivamente um estado ou qualidade atribuível ao sujeito.
“Ser” é o único verbo que é usado quase exclusivamente como copulativo. Praticamente, só na linguagem filosófica é utilizado como verbo intransitivo, assumindo o significado de “existir” (O ser é; o não ser não é.). No entanto, vários verbos significativos podem assumir valor copulativo, como é o caso dos já referidos estar, ficar, andar, permanecer, continuar, parecer, vir…
Predicativo do sujeito é, portanto, o nome ou expressão equivalente que se associa a um verbo copulativo para lhe atribuir sentido. PREDICATIVO DO SUJEITO é o termo que atribui características ao sujeito por meio de um verbo, no caso do texto em análise João visa demonstrar a divindade do verbo. Não simplesmente um ser divino já que o uso lógico no contexto seria “θειος” (divino), em lugar do substantivo “θεος”. Todo predicado construído com verbo de ligação necessita de predicativo do sujeito. É o termo ou expressão que complementa o sujeito, conferindo-lhe ou um atributo ou uma referência.
O predicativo do sujeito apresenta duas características básicas:
- acompanha o verbo de ligação;
- pertence ao predicado nominal
António Gutierres é primeiro-ministro.
Esquematicamente, temos:
Oração
Sujeito + Predicado nominal
Sujeito + Verbo copulativo + Predicativo do sujeito
Antônio Gutierres é primeiro-ministro
Representação do predicativo do sujeito — O predicativo do sujeito pode ser representado por um nome ou sintagma nominal, como no exemplo acima, ou:
por um adjetivo,
O Miguel é inteligente.
por um pronome,
A minha casa é aquela.
por um numeral,
As partes do corpo humano são três.
por um advérbio,
Estou bem.
por uma oração completa.
Amar é ter que pedir perdão
O artigo na língua grega
O professor Dana diz que nada na língua grega é mais “indígena” do que o emprego idiomático do artigo; e o Dr. A. T. Robertson declara que, “o desenvolvimento do artigo grego é um dos fatos mais interessantes na língua humana.”. Era o primitivo pronome demonstrativo, e sempre reteve pouco de sua antiga força demonstrativa – aponta, designa, separa, distingue. Quando se emprega a artigo, o substantivo é definido; quando não se emprega, o substantivo pode ser definido ou indefinido. Embora não me pareça, o grego sempre teve a idéia de definição em detrimento do uso ou não do artigo. O latim não tinha o artigo definido, por isto as traduções nele baseadas (Vulgata), são defeituosas na tradução do artigo grego:
João 1:1“in principio erat Verbum et Verbum erat apud Deum et Deus erat Verbum.”
É essencial esforçarmo-nos para alcançar o ponto de vista grego, nunca devemos falar de “omissão do artigo” , o grego não omitiu o que é diferente em nosso idioma, mas escreveu segundo sua própria índole. Senão há o artigo, é porque não era natural gramaticalmente usá-lo, logo toda a dialética Russelita perde sua validade.
Broadus ensinava que em geral o sujeito tem o artigo, mas o predicativo não o tem. Em 1a João 4:16:
“και ημεις εγνωκαμεν και πεπιστευκαμεν την αγαπην ην εχει ο θεος εν ημιν ο θεος αγαπη εστιν και ο μενων εν τη αγαπη εν τω θεω μενει και ο θεος εν αυτω Aμενει Bμενει” – (Kai hemeis egnokamen kai pepisteukamen ten agapen hen ekei ho Theós en hemin ho Theós ágape estin kai ho menon em te ágape en ho Théos menei kai ho Theós em auto menei).
Deus é amor, mas o amor não é Deus. João 1:1 “A palavra era deidade (ou Deus)”, não “Deus era a palavra” o que se declararia literalmente em monofisismo. Em 1a João 3:4:
“πας ο ποιων την αμαρτιαν και την ανομιαν ποιει και η αμαρτια εστιν η ανομια” (Pás ho poion ten amartian kai ten anomian poiei kai he amartia estin he anomia).
O sujeito e o predicativo são equivalentes. Antes de se optar por esta tradução toda a ocorrência do predicativo nas escrituras devem ser analisados. Um adjetivo sem o artigo geralmente é predicativo. Atos 26:24 “μεγαλη τη φωνη” (megalé thé phoné) significa, não meramente que Festo falou em alta voz, mas que falou em um tom que era forte e exaltado. Em Hebreus 7:24 “ο δε δια το μενειν αυτον εις τον αιωνα απαραβατον εχει την ιερωσυνην” (ho de dia to menein auton heis ton aiona aparabaton ekei then ieposynen) não significa que ele tem o imutável sacerdócio, mas que tem o sacerdócio imutável, perpétuo, “sem sucessor”, como Moffat mui acertadamente traduz. Moulton e Robertson ainda dizem que não entendemos o emprego ou ausência do artigo com nomes próprios no grego. Porém nem por isso devemos concluir que o artigo assim usado fosse sem significado aos ouvidos gregos. Clara é sua força em Atos 19:13: “επεχειρησαν δε τινες Aκαι TSBαπο των περιερχομενων ιουδαιων εξορκιστων ονομαζειν επι τους εχοντας τα πνευματα τα πονηρα το ονομα του κυριου ιησου λεγοντες Aορκιζω TSBορκιζομεν υμας τον ιησουν ον TSBο παυλος κηρυσσει“(Epekeiresan de tines [kai] [apo] ton perierkomenon ioudaion edzopkiston onomadzein epi tous ta pneumata ta ponepra to onoma tou kyrion Iesous legontes [opkidzo] [orkidzomen] hymas ton Iesoun on Paulos keryssei). O demônio aponta, no seu pensamento, para “o Jesus a quem Paulo prega”. κυριου ιησου (Kyriou Iesou) salienta talvez, para os discípulos, a significação etimológica do nome de sue mestre – “o salvador” . No emprego do artigo com χριστος (Kristós) há notável diferença entre os evangelhos, onde ο χριστος era mais um titulo – o Ungido, o Messias –, e as epistolas, onde “ιησους χριστος” (Iesous Kristós) (aparece 39 vezes em Paulo) e “χριστος ιησους”(Kristós Iesous, 58 vezes) parecem ser o nome próprio do filho de Deus.
Usa-se o artigo em grego nos seguintes casos:
a) Com nomes de pessoas ilustres ou geralmente conhecidas
b) Com sentido possessivo e, algumas vezes, com sentido distributivo
c) Com os substantivos acompanhados de um pronome possessivo, se designam um objeto determinado
d) Com adjetivos, advérbios de tempo e de lugar, e com preposições, dando-lhes valor de substantivos
Obs.: O artigo junto as preposições αμι (ami), περι (peri), (com acusativo), μετα (meta) (com genitivo) e συν (syn) (dativo) indica a pessoa com a sua comitiva, ou a própria comitiva.
e) O artigo junta-se também a infinitivos e as orações completas.
f) O artigo faz às vezes de pronome demonstrativo
Omite-se o artigo nos seguintes casos:
a) Com o predicativo do sujeito
b) Em muitos substantivos comuns, como θαλασσα (talassa), o mar; ουρανος (ouranós) céu, πολις (polis) cidade, ημερα (hemera) dia e etc, é comum se omitir o artigo.
Obs.: Em alguns casos chega a modificar o significado:
- πολλοι, muitos; οι πολλοι, a maior parte;
Segue abaixo algumas traduções para conferência:
ISV (International Standard Version)
João 1:1 In the beginning, the Word existed. The Word was with God, and the Word was God.
ASV (American Standar Version)
In the beginning was the Word, and the Word was with God, and the Word was God.
King James
In the beginning was the Word, and the Word was with God, and the Word was God.
John Nelson Darby
In the beginning was the Word, and the Word was with God, and the Word was God.
Vulgata
in principio erat Verbum et Verbum erat apud Deum et Deus erat Verbum
Weymouth New Testament
In the beginning was the Word, and the Word was with God, and the Word was God.
Young’s Literal Translation
In the beginning was the Word, and the Word was with God, and the Word was God;
João Ferreira de Almeida
No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.
Montgomery
In the beginning was the Word, and the Word was face to face with God, and the Word was God.
Murdock
In the beginning, was the Word; and the Word was with God; and the Word was God
Webster
In the beginning was the Word, and the Word was with God, and the Word was God.
Wescot/Hort (Greek New Testament)
εν αρχη ην ο λογος και ο λογος ην προς τον θεον και θεος ην ο λογος
en arké hen ho logos kai ho logos hen prós ton Theon kai Theós hen ho logos.
Não precisamos nem multiplicar os casos, pelo que podemos ver que as traduções são unânimes.
“E o verbo era Deus”, uma verdade insofismável Jesus Deus-homem encarnado
Obras para pesquisa
Introdução ao estudo do novo testamento grego, W. C. Taylor (Ed. Batista Regular)
Gramática Grega, Antonio Freire (Ed. Martins Fontes)
Metodologia de exegese bíblica, Cássio Murilo Dias da Silva (Ed.
Autor: William Edson
Leia mais: http://logosapologetica.com/notasj11/#ixzz2dq3gcYjV
Follow us: @lapologetica on Twitter | LogosApologetica on Facebook
quinta-feira, 29 de agosto de 2013
quinta-feira, 22 de agosto de 2013
Jesus nos ensina a amar
Texto: Jo 13.31-35
Jo 13.34
Em uma pesquisa feita entre crianças sobre “o que é o amor” um menino de cinco anos respondeu: “Jesus poderia ter dito palavras mágicas para que os pregos caíssem da cruz, mas ele não disse. Isso é amor". Este mesmo Jesus nos diz: “Amem uns aos outros”
Ele falou estas palavras na última conversa com seus discípulos porque eles precisavam ser lembrados de que, apesar de Jesus não estar mais entre eles, eles ainda teriam uns aos outros. Por isto ele deixa com seus seguidores este novo mandamento.
Mas, em que sentido este mandamento era novo? Este mandamento não seria apenas “mais um mandamento” a ser acrescentado aos outros dez dados a Moisés. Este amor deveria ser diferente em intensidade. Os seguidores de Jesus deveriam amar como Jesus amou, a ponto de morrer pela humanidade. Amar mais do que a si mesmo, sem esperar nada em troca, porque quando esperamos algo em troca nos frustramos e encontramos motivos para deixar de amar.
Por que amar uns aos outros? Primeiro, porque “eu os amei”, disse Jesus. Ele nos convida a levarmos em conta sua obra e exemplo. Segundo, porque “este é o sinal de que vocês são meus discípulos”.
Os cristãos seriam reconhecidos como discípulos de Jesus por meio do amor demonstrado uns pelos outros porque, demonstrando este afeto, estariam imitando o amor de Jesus. Se fizermos uma avaliação de nossa vida, veremos o quanto temos dificuldade em praticar esse amor.
Por isso é bom lembrar que o amor cristão é algo inspirado e exemplificado por Cristo que, mesmo sabendo da nossa dificuldade em amar, nos ama incondicionalmente.
Oremos: Querido Deus, age no meu coração para que teu amor em mim se manifeste em minhas ações. Amém.
quarta-feira, 21 de agosto de 2013
O mal.
O mal
Para: quarta-feira, 21 de agosto de 2013
Texto: Mt 6.13
“Pai Nosso… mas livra-nos do mal.”
Uma das traduções da Bíblia diz, na oração do Pai Nosso: “…livra-nos do Maligno”, referindo-se diretamente ao pai da mentira, Satanás. É ele quem está por trás de todas as tentações e males, e que também instiga o nosso íntimo para nos afastarmos de Deus e pecarmos contra a sua santa vontade.
Como Deus nos livra do Maligno? Pelo poder da Santa Bíblia, a sua Palavra Sagrada! Quando Jesus teve que enfrentar Satanás, nas três vezes em que foi tentado ele rebateu dizendo: “As Escrituras Sagradas afirmam!” (Mateus 4). Jesus poderia ter usado seu poder e poderia ter argumentado longamente com o Diabo; mas ele nos deixou exemplo, citando a Palavra de Deus, que é a arma que Deus nos deixou para lutarmos contra o maligno.
Na Palavra temos a garantia da vitória de Jesus sobre o mal. Jesus venceu não apenas a tentação, mas venceu a própria morte quando apareceu vivo no domingo da Páscoa. A ele temos que nos agarrar com fé, sabendo que, estando com ele, estamos salvos. Quando nos sentimos fracos e tentados precisamos abrir a nossa Bíblia, buscando força e orientação de Deus.
Para Martinho Lutero, quando pedimos a Deus que nos livre do mal, estamos pedindo, em resumo, que o Pai celeste nos livre de todos os males que afetam o corpo e a alma, os bens e a honra, e, finalmente, quando vier a nossa hora derradeira, nos conceda um fim bem-aventurado e nos leve, por graça, deste vale de lágrimas para junto de si no céu.
Como é bom podermos confiar em Jesus e termos a certeza de que ele venceu o mal por nós. E, assim, firmes nesta fé, sabemos que estaremos com ele na vida eterna.
Oremos: Pai Nosso, livra-nos do mal. Tu sabes que temos medo e muitas vezes nos sentimos inseguros diante do futuro. Fixa os nossos olhos nas tuas promessas em Cristo reveladas na Bíblia Sagrada. Amém.
terça-feira, 20 de agosto de 2013
a paz.
Texto:
Jo 14.27
“Deixo com vocês a paz. É a minha paz
que eu lhes dou; não lhes dou a paz como o mundo a dá” (Jo 14.27).
A
paz é um presente
Porque as pessoas usam roupas brancas
no ano novo? Porque é “a cor ideal para quem deseja paz”, alguns responderão. Bem,
não existem indícios de que o Salvador Jesus tenha usado branco no ano novo. Mas
ele é alguém que não só fala a respeito de paz, como também faz a promessa de
dar a sua paz como herança aos seus seguidores.
Ao fazer esta promessa ele esclarece
que a paz que está prometendo não é o intervalo entre duas guerras. Por isto
ele fala da “minha paz”, da paz que “eu estabeleci”, que “eu conquistei” para
você. Esta paz pode ser entendida como a harmonia entre Deus e os homens, que é
uma consequência da obra de Jesus na vida do cristão.
É como se estivéssemos, por natureza,
brigados com Deus e Jesus foi o responsável por nos reconciliar. Chamamos isto
de “fazer as pazes”, restaurar relacionamentos.
Esta paz você recebeu de presente,
através da fé em Cristo. Aqui Jesus a compara com uma herança, um legado. Ele não nos deixou cidades, nem castelos, nem
dinheiro, até porque, materialmente falando, Jesus tinha pouco para nos deixar.
Nem a roupa do corpo ficou com os discípulos, mas foi dividida entre os
soldados que o executaram.
Mas Cristo nos deixou a sua paz. Que grande
presente! Quando Jesus fala de paz não fala como algo a ser conquistado, mas
como um presente do céu, presente dele para nós.
O certo é que Jesus não queria que os
discípulos ficassem com medo quando ele fosse morto, mas queria que eles soubessem
que sua morte traria a paz ao coração de todos os que creem nele. Por isso,
mesmo quando a sua vida está um caos você pode ter a certeza de que Deus não
perdeu o controle da situação e continua cuidando de você e que você está em paz
com Deus.
Oremos: Pai, obrigado por fazeres as
pazes comigo por meio de Cristo. Em nome de Jesus, o reconciliador. Amém.
QUANDO CRISTÃO TROPEÇA.
TERÇA-FEIRA, 20 DE AGOSTO DE 2013
Quando o Cristão Tropeça
"Que diz a Escritura? 'Abraão creu em Deus, e isso lhe foi creditado como justiça'." (Romanos 4:3)
Ao contrário do que muita gente pensa, a Bíblia não diz que, ao se tornar um cristão, você nunca irá tropeçar. A Bíblia também não diz que se você for um crente verdadeiro, não irá cometer erros ou deslizes periodicamente. A Bíblia diz sim, que se você for um verdadeiro crente, toda vez que tropeçar irá levantar-se e seguir em frente. É assim que se determina se alguém é um verdadeiro crente ou não.
Embora Abraão tenha sido amigo de Deus (pois assim foi mencionado nas Escrituras por três vezes), ele também teve seus tropeços de fé. No entanto, a Bíblia diz que "Abraão creu em Deus, e isso lhe foi creditado como justiça" (Romanos 4:3).
- Isso quer dizer que Abraão foi declarado justo por causa das coisas boas que ele fez?
- Será que Deus justificou Abraão porque ele viveu uma vida santa, pura e impecável? Dificilmente.
Uma avaliação honesta sobre a vida de Abraão mostra claramente que ele era um homem falho.
- Isso quer dizer que Abraão foi declarado justo por causa das coisas boas que ele fez?
- Será que Deus justificou Abraão porque ele viveu uma vida santa, pura e impecável? Dificilmente.
Uma avaliação honesta sobre a vida de Abraão mostra claramente que ele era um homem falho.
O importante é que todas as vezes que Abraão se desviava do caminho reto e estreito, ele voltava.
Se alguém se diz cristão mas tropeça e nunca retorna para a fé, essa pessoa não é crente. Como 1 João 2:19 diz: "Eles saíram do nosso meio, mas na realidade não eram dos nossos, pois, se fossem dos nossos, teriam permanecido conosco; o fato de terem saído mostra que nenhum deles era dos nossos."
Os verdadeiros crentes ficam frustrados com o seu pecado e, rapidamente retornam ao caminho da cruz do Calvário.
segunda-feira, 19 de agosto de 2013
A IMPORTÂNCIA DE SE CONHECER A DEUS
Rate This
A secção religiosa do jornal “Dallas Morning News” recentemente publicou um artigo intitulado, “Deixando Deus Crescer” [1]. O rabino Jack Bemporad, um líder em diálogo Judeu-Cristão, co-autorou um novo livro “Formas Estúpidas, Formas Sábias para Pensar sobre Deus”. Ao ler somente este artigo, Bemporad parece estar dizendo que devemos abandonar o que aprendemos sobre Deus como crianças e pensar em Deus em termos mais adultos. Enquanto possa concordar com algumas ideias do autor, de um modo geral devo discordar dele. Por exemplo, o artigo nos informa,
Em grande parte, os ateístas raramente rejeitam um Deus crível, porém usualmente ‘rejeitam algumas formas estúpidas de pensar sobre Deus’, diz o autor, chamando algumas ideias sobre Deus ‘tão ridículas que não valem a pena ser acreditadas’.
Algumas ideias “infantis” a cerca de Deus são erradas e deveriam ser rejeitadas. Entre elas é o pensamento de que Deus é um “carregador de malas cósmico… pronto para lhe servir”. Perturbadoramente, contudo, o rabino Bemporad também inclui o conceito da ira de Deus como uma ideia infantil. Penso que ele basicamente está dizendo: “Os homens creem na espécie de Deus que eles gostam de acreditar e rejeitam a espécie de Deus que não gostam” Ele parece colocar pouca ênfase, se alguma, na descrição de Deus que se acha nas Escrituras. Bemporad parece acreditar que nossa teologia precisa se ajustar aos nossos desejos, ao invés de reconhecer que nós devemos ajustar nossa teologia ao que Deus realmente é.
Embora dificilmente me surpreenda com eles, certamente não concordo com as visões que os incrédulos têm de Deus. Porém ainda mais perturbadora é a visão superficial, inexata de Deus tida por Cristãos professos. Precisamos desesperadamente em nossos tempos revisar radicalmente nosso pensamento sobre Deus. O propósito desta série é pesquisar (explorar) as excelências de Deus, para realinhar nosso pensamento sobre Deus com aquelas características divinas reveladas nas Escrituras.
O TESTEMUNHO DE UM GRANDE HOMEM DE DEUS
Através da história, grandes homens de Deus tem se devotado ao estudo do caráter de Deus e encorajado outros a fazerem o mesmo. Considere o que alguns destes homens de Deus têm a dizer a respeito do estudo dos atributos de Deus.
Cerca de 30 anos atrás A.W. Tozer escreveu sobre a importante necessidade da igreja rever o seu conceito de Deus devido a uma concepção muito distorcida dEle.
É a minha opinião que a corrente concepção Cristã de Deus nestes anos da metade do século 20 está tão decadente assim como completamente abaixo da dignidade do Mais Alto Deus e realmente constitui para os crentes professos algo como uma total calamidade moral. [2]
Tozer continua dizendo:
A maior obrigação da Igreja Cristã hoje é purificar e elevar o seu conceito de Deus até ele ser novamente digno Dele – e dela. [3]
A.W. Pink é da mesma opinião:
O Deus deste século não se assemelha mais ao Soberano das Sagradas Escrituras do que a fraca chama de uma vela representa a glória do sol ao meio-dia. O Deus que é falado comumente nos púlpitos, mencionado na Escola Dominical e comentado em muitas das literaturas religiosas de hoje em dia, e pregado em muitas das chamadas conferências bíblicas, é uma ficção da imaginação humana, uma invenção de um sentimentalismo embriagado. A idolatria fora do âmbito da Cristandade forma deuses de madeira e pedra, enquanto milhões de idólatras dentro da Cristandade fazem um deus originado de suas mentes carnais. [4]
Numa de suas cartas para Erasmus, Martinho Lutero disse, “Suas ideias de Deus são muito humanas.” [5] Falando por Deus, o salmista escreveu o mesmo pensamento nestas palavras:
“Estas coisas tens feito, e eu me calei; pensavas que era tal como tu, mas eu te arguirei, e as porei por ordem diante dos teus olhos:” [SL 50:21]
Seria difícil superestimar a importância do estudo de Deus. As palavras de Charles Haddon Spurgeon são frequentemente mencionadas por aqueles que realizam um estudo dos atributos de Deus:
Nada aumentará o intelecto, nada magnificará a alma toda do homem, como uma devotada, séria e contínua, investigação do grande assunto da Deidade. O mais excelente estudo para expandir a alma é a ciência de Cristo e Ele crucificado e o conhecimento da Divindade da gloriosa Trindade. [6]O estudo apropriado do Cristão é a Divindade. A maior ciência, a mais elevada especulação, a mais alta filosofia, a qual pode ocupar a atenção do filho de Deus, é o nome, a natureza, a pessoa, as obras, e a existência do grande Deus o qual ele chama seu Pai. Há algo excepcionalmente proveitoso para a mente na contemplação da Divindade. É um assunto tão vasto, que todos nossos pensamentos se perdem na sua imensidão; tão profundo, que nosso orgulho é abafado na sua infinitude. Outros assuntos nós podemos compreender e lidar com eles; neles sentimos uma espécie de auto-contentamento, e continuamos nosso caminho com o pensamento, “Veja eu sou esperto.” Porém quando chegamos nesta ciência mestra, descobrindo que nosso prumo não pode alcançar sua profundidade, e que nossos olhos de águia não podem ver sua altura, nos retiramos com o pensamento “Eu sou antiquado e não sei nada.” [7]
O estudo da natureza e do caráter de Deus é o mais alto chamado do Cristão e de grande importância e valor prático.
Porque nós fomos criados? Para conhecer a Deus. Que objetivos devemos estabelecer na vida? Conhecer a Deus. Qual é a “vida eterna” que Jesus dá? Conhecimento de Deus. “E a vida eterna é esta: que te conheçam, a ti só, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste.” (João 17:3)Qual é a melhor coisa na vida, que traz mais alegria, prazer e contentamento, do que qualquer outra coisa? Conhecimento de Deus. “Assim diz o SENHOR: Não se glorie o sábio na sua sabedoria, nem se glorie o forte na sua força; não se glorie o rico nas suas riquezas, Mas o que se gloriar glorie-se nisto: em me entender e me conhecer, que eu sou o SENHOR, que faço beneficência, juízo e justiça na terra; porque destas coisas me agrado, diz o SENHOR. (Jer. 9:23f.).Qual, de todas as situações que Deus vê o homem, lhe dá mais prazer? Conhecimento Dele mesmo. “Porque eu quero a misericórdia, e não o sacrifício; e o conhecimento de Deus, mais do que os holocaustos.” Diz Deus (Oséias 6:6)Quando você se conscientiza de que a principal razão porque você está aqui é conhecer a Deus, a maioria dos problemas da vida cai no lugar certo. O que faz a vida valer a pena é ter um grande e suficiente objetivo, algo que pega a nossa imaginação e nossa submissão; e isto o Cristão tem, de uma forma que nenhuma outra pessoa tem. Que outro mais alto, mais exaltado, e mais valioso objetivo pode haver do que conhecer a Deus? [8]
Assinar:
Comentários (Atom)